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15/12/16 08:29

MERCADO

Setor do vestuário planeja retomada em 2017

Setor do vestuário planeja retomada em 2017Mais um ano está terminando e, pelo o que a gente escuta por aí, "já vai tarde", tamanha a crise que o país vem passando. Mas em meio à tanto pessimismo sempre surge uma pontinha de esperança para que esses novos tempos que virão possam fazer a economia girar de forma mais eficaz, mesmo porque o brasileiro não desiste nunca - não é a primeira e nem será a última recessão econômica. Inserido dentro desse contexto temos o mercado de vestuário que vem investindo em novos fatores e estratégias em direção à sua retomada.

Segundo Marcelo Prado, sócio-diretor do IEMI – Inteligência de Mercado, e membro do Comitê Têxtil da FIESP, a moda é um grande negócio e o jeanswear um dos maiores destaques."O Brasil conta com alguns dos maiores e mais eficientes produtores de Denim do mundo e dispõe de uma oferta irrestrita de tecidos com variedade de cores, misturas de matérias-primas, texturas, lavagens, etc", afirma Marcelo. Além disso, o jeans é uma peça-chave do guarda-roupa de todos os brasileiros, no inverno e no verão e para qualquer faixa etária, isso coloca o produto em vantagem dentro do mercado de moda. O segmento jeanswear possui 6,4 mil indústrias e gera 308 mil empregos.

Vamos à alguns dados do segmento apresentados por Marcelo:
- O Brasil tem hoje mais de 6 mil produtores de Jeanswear, fabricando, criando e ditando moda no Brasil e para o resto do mundo (mesmo não exportando praticamente nada);
- Somente este ano, os brasileiros irão consumir 365 milhões de peças jeanswear (equivalente a 1,8 peças por habitante);
- Entre 2011 e 2015 o consumo caiu 1% em peças porém com alta de 29% em valores nominais;
- Para 2016 estima-se recuo de (-) 0,8% em peças, porém alta de 0,7% em valores nominais;
- Entre 2011 e 2015 o varejo de vestuário caiu 3,9% em peças, porém com alta de 15,1% em valores nominais;
- 2016 deverá ter uma queda de 5,9% nas peças, porém alta de 1,3% nos valores nominais;

- As importações de jeanswear devem recuar 25% e a participação dos importados sobre o consumo interno deve recuar para 7,0% em 2016;
- Segundo Marcelo as perspectivas para 2017 giram em torno de uma possível recuperação no 4º trimestre, é um crescimento, só que em ritmo ainda lento;

- Crescimento de 1,0% para o PIB (contra -3,3% em 2016);
- Consumo das famílias 0,9% (contra -4,5% em 2016);
- Expansão de 6,7% no crédito (contra -2,4% em 2016).

"Para 2017, os indícios são de uma retomada levemente superior da produção, da ordem de 2,5%, em volumes, enquanto que para o varejo, estima-se um crescimento de 2,7%, para o mesmo indicador. No ritmo previsto para a retomada, espera-se alcançar os níveis de produção e consumo de 2010, o maior já alcançado pelo setor no país, historicamente, apenas em 2020. Ou seja, os “atalhos” da política populista do governo anterior, terão custado às empresas brasileiras de moda, nada menos que 10 anos de atraso", finaliza Marcelo.

Qual caminho seguir para conquistar essa recuperação e crescer no mercado de vestuário? Confira as dicas preciosas apresentadas por Marcelo.
Para se antecipar ao mercado, será preciso se posicionar estrategicamente:
- Nas regiões onde o consumo ainda se mantém em crescimento;
- Nos canais de varejo que podem oferecer maior capacidade de agregar valor;
- Nos segmentos de consumidores que menos perderam com a crise;
- Nas linhas de produto que oferecem maior potencial futuro.

Além destes caminhos naturais para o crescimento, é preciso estar atento ao posicionamento dos produtos e marcas no Ponto de Venda:
- Buscar diferenciais próprios de produto (ser único – inovação);
- Criar estratégias claras de precificação (pricing);
- Atuar na construção de giro no PDV (ações de trade marketing).

As redes de varejo tendem a continuar a crescer acima do mercado, em relação às pequenas lojas independentes, reunindo estratégias como:
- Velocidade de inovação, coleções assinadas, sistema fast fashion;
- Mix mais qualificado, com o crescimento da linha feminina e esportiva;
-Produtos mais completos a cada coleção (acessórios, calçados, perfumes, etc)
- Introdução de marcas renomadas nos PDVs de auto serviço em alguns casos modelo “store in store” – dividindo espaço com as marcas próprias da rede.

Fonte | Assinatura: VANESSA DE CASTRO | FOTOS: EQUIPE GUIA JEANSWEAR

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