Logo Guia JeansWear

Selecione seu idioma

Notícias

10/08/16 11:08

MERCADO

Os bilionários do fast fashion pelo mundo

Os bilionários do fast fashion pelo mundoTecnologia e petróleo – quando se trata de encontrar grandes fortunas, é dentro destas duas indústrias que a procura começa. Mas o vestuário, sobretudo o barato, tem demonstrado ser o verdadeiro tesouro das famílias mais ricas do planeta.

Stefan Persson, presidente da H&M e membro da família que detém a marca, é a pessoa mais rica da Suécia, gerindo uma fortuna de 20,2 bilhões de dólares (aproximadamente 70 bilhões de reais), segundo a Forbes. No Japão, a maior fortuna não está na eletrônica ou no setor automobilístico, mas na conta bancária de Tadashi Yanai, fundador da Fast Retailing da qual a Uniqlo tem um peso de 80% nas vendas. Yanai soma 17,1 bilhões de dólares e manteve a sua posição como o mais rico do país, apesar de no ano passado sua fortuna ter sentido uma quebra de 4,8 bilhões de dólares.

Depois, há Amancio Ortega, fundador do grupo Inditex, que não é apenas a pessoa mais rica da Espanha, mas da Europa. A fortuna de Ortega está avaliada em 75,1 bilhões de dólares e coloca o homem forte da Zara em segundo lugar na lista dos mais ricos do mundo, sendo que, no ano passado, Ortega chegou a ultrapassar Bill Gates no pódio.

A família Brenninkmeijer, detentora da C&A, é apresentada como a mais rica da Holanda e Irlanda, os Westons, proprietários das grandes lojas Selfridges e da rede de fast fashion Primark, levam o título para casa há oito anos consecutivos.

As fortunas feitas por estas marcas são reveladoras, considera a Quartz. Todas vendem moda barata alinhada com as tendências. Os básicos da Uniqlo podem ser uma exceção, mas já estão adotando algumas táticas da fast fashion, copiadas da marca irmã GU.

O sucesso deve-se, em grande parte, o fato destas marcas serem mais rápidas e mais baratas do que a concorrência – algo adquirido mediante a algumas estratégias eticamente condenáveis. Ainda assim, alargando o escopo de análise, a fast fashion encaixa-se numa mudança motivada pelas novas tecnologias na mentalidade dos consumidores, na opinião de Vicki Cantrell, CEO da Shop.org, a divisão digital da National Retail Federation. “Nos velhos tempos, mas não há muito tempo, se fosse mulher, o consumidor iria gastar o dinheiro necessário num vestido preto realmente perfeito. Porque poderia usá-lo muitas vezes”, afirma.

Porém, devido à democratização no acesso à Internet e ao domínio das redes sociais, os consumidores estão constantemente expostos a imagens de moda, incluindo imagens de passarela e novas tendências. Expõem fotografias suas em diferentes mídias sociais e não querem ser vistos com a mesma roupa em várias imagens. Deste modo, a fast fashion, explica Cantrell, permite-lhes comprar os produtos que encontram nos seus feeds de forma rápida, sem para isso terem de gastar muito num artigo que consideram um “tesouro temporário”.

Esta nova realidade faz com que os consumidores saibam que uma loja como a H&M venderá apenas o que está na moda, gerando fidelidade, o que por sua vez permite que a marca sueca estenda as vendas para outro tipo de linhas.

A CEO da Shop.org acredita ainda que uma mudança de mentalidade semelhante levou ao pico as grandes marcas em 1960 e 1970. A migração da classe média para os subúrbios criou as condições necessárias para que as grandes lojas e shoppings, que permitiam que os clientes comprassem tudo dentro do mesmo espaço, proliferassem. “Não se deve apenas a uma cadeia de aprovisionamento rápida e a preços mais baixos. Tem muito a ver com a mentalidade do consumidor”, conclui Vicki Cantrell.

Fonte | Assinatura: PORTUGAL TÊXTIL | FOTO: REPRODUÇÃO

Fotos

Versão para Impressão
Enviar para um amigo
FaceBook
Twitter
 
Versão para Impressão
Enviar para um amigo

OK
Notícias Mais Recentes

Publicidade





Guia JeansWear Copyright 2005 - 2014. Todos os direitos reservados.