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21/01/16 18:51

FENIN FASHION RS

Retomada dos negócios é a palavra de ordem da feira

Retomada dos negócios é a palavra de ordem da feiraFoco no objetivo final: a retomada do ritmo e do otimismo nos negócios da moda. Esta é a palavra de ordem dos expositores que estão presentes na edição de Inverno 2016 da Fenin Fashion RS, que teve início no nesta terça-feira dia 19 de janeiro e encerra-se amanhã. “O importante é que estamos retomando no início do ano um mercado totalmente recessivo, comenta Julio Viana, promotor e diretor da feira.” Corredores movimentados, e desfiles restritos aos espaços de exposição das marcas reforçaram a ideia de que o fashion business fala por si, muito embora a presença de celebridades e a criatividade dedicada à decoração dos stands com carros, jogos de video-game, folhagens e manequins criativos tenha contribuído muito para o clima de encantamento inerente à indústria do vestuário. De acordo com Julio Viana, cerca de 7.000 visitantes rodaram pelos corredores em busca da composição de um mix sintético e vendável de inverno, realizando compras cautelosas porém expressivas, sendo destes cerca de 2.800 convidados pela feira.

No agrupamento índigo apresentado pela feira; a principal estratégia foi a manutenção, ou mesmo a redução do preço do produto para o lojista. Para alcançar tal objetivo, enquanto algumas grifes optaram pelo não repasse da alta do dólar; outras buscaram parcerias criativas no desenvolvimento, reformulando seu ciclo de produção com novos fornecedores de matérias-primas e aviamentos na intenção de suavizar o custo de confecção das peças.

“A nossa marca optou por não repassar o aumento do dólar para o consumidor final, com o objetivo de tomar uma fatia enorme de mercado, e esse posicionamento está se refletindo em vendas”, comenta César Machado, representante da Dixie Jeans, no movimentado stand da marca dividido também com a Gangster. Já a Sawary, buscou elevar a percepção de valor das peças através do acordo de exclusividade com a cristais Swaroski e o jeans da grife, mantendo a faixa de preço praticada. Também a Crocker, afirmou alterações que aproximaram a marca do visual fast-fashion sem perder o DNA enfeitado inerente à marca: conduta que permitiu redução de custos na produção.

Entre as tendências de mercado mais recorrentes apontadas para o segmento denim, o sortimento de expositores incorporados na feira aponta para o crescimento do valor de moda das coleções masculinas, e também para uma trajetória de cases bem sucedidos marcados pela diversificação de produtos licenciados associados ao jeans. Como exemplo temos a Gangster, que lançou fragrâncias de perfumes associadas ao universo do surf, e novamente a Sawary, que ampliou a linha de footwear também para o público feminino. Como justificativa, as marcas alegam que se tornam mais vendáveis, e requisitadas, com a diversificação do mix. O encurtamento das coleções se mostrou um consenso entre as grifes, que procuraram tornar o desenvolvimento mais assertivo e comercial. O lojista, por sua vez, realizou compras cautelosas apostando em um inverno suave.

No quesito tendências de moda, as franjas e as misturas com camurça foram a grande sacada das coleções femininas, assim como a continuidade das misturas com malha nas jaquetas, ou nas interpretações de calças femininas. A flare foi recorrente entre as marcas, tanto na versão índigo lavada quanto estampada Boho; e a pantacourt já se anunciou nas coleções mostrando que as indústrias nacionais não tem medo de ousar em fits e cortes para aquecer o ciclo da moda nacional. Além da franjas, o jeitão Boho foi explorado em jaquetas trabalhadas em rasgos intensos e desfiados, e associação com peças étnicas e decorativas. No menswear os coloridos e a bermuda descolada mostraram-se peças-chave, assim como os cardigans lavados em visual índigo, tuxedos e associações com micropoás. Já o sortimento denim Plus Size, consolidou-se como um mix variado na feira, marcando presença tanto nas interpretações essenciais quanto enfeitadas estilo fast-fashion, acompanhando principalmente o estilo étnico e setentista das demais coleções.

Ainda de acordo com Júlio Viana, a alta do dólar acabou tornando a produção nacional mais interessante para alguns magazines, que trocaram compras importadas por peças confeccionadas em solo nacional. Confiram em nossa galeria, uma síntese do clima de retomada de negócios que marcou a volta da Fenin para a cidade de Gramado.

Fonte | Assinatura: VIVIAN DAVID | FOTOS:VIVIAN DAVID

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