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13/04/16 08:03

ENTREVISTA

Felipe Hemb fala sobre a rebuscada visão de moda por trás do sucesso da Hemb

Felipe Hemb fala sobre a rebuscada visão de moda por trás do sucesso da HembEstratégia no ato da compra, para otimização da relação custo x benefício no processo de venda. Excelência no atendimento, para elevação do vínculo do cliente do patamar do consumo para o relacionamento. Campanhas de impacto, para envolvimento real do observador por afinidades e sentidos verdadeiros. Há cinco anos, Felipe Hemb criou uma loja de rua de design e moda para homens em Porto Alegre. Hoje a marca é conhecida não apenas pelo bom gosto, mas pela originalidade das campanhas, além da experiência ousada criada pelo visual merchandising elaborado do seu interior. Rugas, marcas do tempo, preocupações definem o apelo imaterial explorado pelo marketing da coleção atual da Hemb, correspondente ao Inverno 2016. Já o mix de produtos, varia da moda à decoração, e da excentricidade à necessidade; sendo que no jeans o currículo é legitimado por grifes como Diesel, Seven for All Makind, Rerserva, e Armani. O GuiaJeanswear esteve presente no evento de lançamento da campanha e coleção de Inverno 2016 da marca, e conta um pouco desta trajetória de personalidade.

GJW: Fale um pouco sobre a estratégia das campanhas da Hemb:

FH:: Todas as campanhas da Hemb sempre foram muito felizes pois buscamos comunicar de uma forma marcante; não necessariamente mostrando diretamente peças de roupa ou objetos de venda: mas passando a relação das marcas nas entrelinhas. E com isso as pessoas rapidamente se engajam, muito antes do lançamento oficial nas mídias sociais. Nas campanhas e no mundo da moda, cada vez mais, a proposta de explorar a imagem de pessoas reais e não só de modelos, é o que traz mais veracidade para a marca, e para a loja.

GJW A Hemb sentiu a crise da economia?

FH:: Estamos fechando 5 anos neste domingo. Nós não sentimos crise, fechamos 2015 muito bem: 27% crescimento. Trabalhamos com um mix importado e nacional e com a questão cambial, aumentou muito o valor do produto. No entanto como fazemos os pedidos antecedência de 1 ano e meio a dois anos, muitas marcas não reajustaram os preços para nós, um exemplo é a Armani que não nos repassou nada. Isso, nesse momento, acabou sendo um ganho para nós. Outras embora tenham reajustado, buscaram nos oferecer estratégias de negócios mais favoráveis; como a seleção no mix das peças que representavam as maiores apostas da coleção, ou com maior volume de produção na temporada. Estes ítens acabavam indo para o markdown, ou sendo mais produzidos, tornando assim possível a revendê-las por um preço não tão alto. Este é o momento de trabalhar muito a questão da compra, buscando o melhor custo x benefício. Além disso, com o dólar mais alto, os nossos clientes não viajaram tanto, e acabaram vindo buscar seus importados aqui. As viagens para o exterior sempre representaram nossa maior concorrência, e com a alta do dólar, agregamos essa nova demanda. Mas claro, em momentos de crise as pessoas investem menos, compram menos, e claro, isso é ruim: você espera que terá

GJW: Como é montado o mix em denim da Hemb?

FH:: Público masculino conforto é muito importante, tecnologia é muito importante também para o homem. Claro que também é para a mulher. Claro que tem algumas marcas nacionais ou importadas que se acabam se distinguindo mais uma da outra, umas mais pela tecnologia, outras mais pela lavagem. Claro que é preciso ter um mix completo, contemplar as duas exigências. Mas eu aposto mais em um crescimento onde as peças são mais confortáveis. Uma delas é a Fool Proof, da Seven For all Makind. É um jeans que você usa pela manhã e quando tira pela noite ele está exatamente igual. Ele não encolhe, nem cria volumes ou deforma. Você lava, seca, usa: é um tecido com maior estabilidade e retorno do que os convencionais. Claro que as lavagens são muito importantes, mas eu aposto muito nisso, no conforto.

GJW: Fale sobre a paixão que levou a criação da Hemb.

FH:: Temos só cinco anos. Nesse período foi muito rápida a aceitação. Todos os envolvidos na empresa são pessoas que amam o que fazem: não só os contratados mas os terceirizados. Um sempre complementa o trabalho do outro. Os clientes são uma parte importante desta história. O que eles comentam é que se sentem em casa. Claro que existe um mix diversificado que eles encontram e gostam, mas além de encontrar este mix, as pessoas procuram um local onde se sintam bem. Elas tem um excelente atendimento. Nossos clientes acabam ficando nossos amigos, tomam um café, e a venda vira um relacionamento.

GJW:Qual a importância do jeans no mix da Hemb?

FH:: O jeans com certeza é muito importante. Temos alfaiataria, calçados, camisa branca, peças básicas. Mas realmente o jeans, hoje em dia, alterou a proporção entre as peças vendidas para as partes superiores e inferiores do look em nossa loja. Antigamente para cada venda de calça ou bermuda, eram vendidos o dobro ítens para a parte de cima do look. No começo estávamos dentro desta proporção, mas hoje ela se inverteu. E o jeans, nessa nova escala, atualmente representa a maior venda dentro do mix de calças da nossa loja.

Fonte | Assinatura: VIVIAN DAVID | FOTOS: VIVIAN DAVID

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