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27/09/12 09:03

PATOGÊ

Marca investe em interatividade com o consumidor final

Marca investe em interatividade com o consumidor finalCom 22 anos de mercado a grife mineira Patogê que trabalha desde 1996 com denim, acaba de lançar um aplicativo de moda virtual onde é possível visualizar em 3D as modelagens dos jeans. Com isso a marca chega mais perto do consumidor que pode até postar as fotos nas mídias sociais.

O Guia Jeanswear conversou com a diretora da Patogê Patrícia Castro sobre essa e outras novidades. Confira.

Guia Jeanswear – Quando surgiu a marca e quando entraram para o mercado Jeanswear?

A marca Patogê nasceu há 22 anos no estado de Minas Gerais e começou trabalhando com modinha em geral, sendo que em 1996 nós vimos a necessidade de entrar no mercado jeanswear.

A marca participa de algum evento?

Sim , participávamos do Minas Trend, mas achamos melhor não estar nesta edição porque somos uma das únicas empresas de jeans no evento. Para 2013 estamos estudando participar do Fashion Business.

GJ - Há quanto tempo estão em São Paulo e onde fica a fábrica da marca?

Viemos para São Paulo há um ano e nossa fábrica fica na cidade de Birité, que é próximo a Belo Horizonte/MG.

GJ - Quantas peças são produzidas por mês?

Aproximadamente 25 mil peças por mês.

GJ - E qual o custo das peças?

O valor fica entre R$129,00 e R$139,00 para o atacado, e no varejo o preço dobra.

GJ - Como é confeccionada a linha jeanswear?

Nós confeccionamos totalmente os produtos, é uma das razões para a marca não crescer tanto. Nós preferimos ter o controle total da produção, peça por peça. Temos lavanderia própria que nos proporciona fazer beneficiamentos de acordo com nosso estilo.

GJ - Vocês têm clientes em quais regiões do país?

Trabalhamos com pronta-entrega para o Brasil todo e depois que viemos para São Paulo mais clientes têm visitado nosso showroom e gostado dos produtos, afinal tem gente de todo lugar aqui, estamos tendo ótimos resultados.

GJ - Com a vinda da marca para São Paulo vocês tiveram que fazer algum tipo de adaptação nos produtos?

Sim, aumentamos a grade, que antes era do tamanho 34 ao 42, agora estamos produzindo até o tamanho 44. Também passamos a produzir mais modelos skinny, superskinny, flare (over e light), boyfriend e retas.

GJ - Vocês têm peças desde as mais clarinhas até as mais escuras, e ainda as colors Por que essa variedade tão grande?

O colorido sempre foi uma marca da Patogê, é uma forma de atender o mercado todo.

GJ - A Patogê tem mais alguma característica forte, além da variação das cores?

Os clientes amam nossas etiquetas, elas geralmente são grandes e muito bem trabalhadas, muitos até escolhem os modelos pela etiqueta. A maioria é de couro e são produzidas pela Tecnoblu. Os tecidos que usamos são da Canatiba, Vicunha e Tavex.

GJ - Qual a maior inspiração para a coleção do verão 2013?

Nos inspiramos em jovens itinerantes que se juntaram para viajar e levar pelo mundo a arte, música, o espírito alegre. É mais ou menos o espírito que a marca em si tem - algo descontraído e inovador.

GJ - E para o próximo inverno, a marca aposta em quais tendências?

Muito modelo skinny, muito preto e cores terrosas, spikes, a volta do peplum (que era forte nos anos 50) e modelos Mullet.

GJ - Quais as estratégias de marketing para 2013 e de que forma o novo Aplicativo vai ajudar?

É chegar mais perto do consumidor final, pretendemos levar o aplicativo para mais de 800 pontos de vendas para que o consumidor veja o jeans no aplicativo, queira provar, postar a foto nas mídias sociais e comprar o produto.

GJ - Qual foi o investimento da marca no aplicativo e qual o critério de escolha para que ele seja usado nas lojas que vendem os produtos Pantogê?

O investimento foi de 30 mil reais. A princípio, as lojas que tiverem um aumento de 15% nas vendas poderão ter o aplicativo, mas também pretendemos fazer um circuito entre lojas de São Paulo e Minas para divulgar o aplicativo e a marca.

GJ - O que você pensa sobre o mercado Jeanswear no Brasil?

Muitas marcas que antes eram consideradas grandes, caíram e muitas, antes pequenas, cresceram. Acredito que o mercado brasileiro está meio desvalorizado com a entrada das marcas estrangeiras, além de muita gente viajando para fora do país e fazendo compras por lá.

GJ - Quais os planos para o futuro da marca?

Estamos investindo em um núcleo de comunicação para chamar a atenção do consumidor final através das redes sociais. Além disso, compramos um novo terreno, em uma área industrial, para aumentar a fábrica, com maior tratamento de água e esgoto e não se preocupando tanto com o barulho das máquinas (que hoje fica localizada em uma área urbana). Aumentando a área industrial nos favorecerá a aumentar a nossa produção.

Também pretendemos criar uma loja virtual, mas algo diferente de tudo que já foi visto.

Fonte | Assinatura: VANESSA DE CASTRO | FOTOS: EQUIPE GUIA JEANSWEAR

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