Logo Guia JeansWear

Selecione seu idioma

Entrevistas

06/09/11 15:49

FABIO FELIX

Integrante do time da Vicunha comenta o mercado de lavanderias

Integrante do time da Vicunha comenta o mercado de lavanderiasFabio Felix, integrante da equipe de marketing da Vicunha, tem um currículo 100% índigo. Começou como analista de controle de qualidade, cujo foco era inspecionar o denim. Atualmente, Fábio atua como analista técnico de lavanderia da indústria têxtil. Em entrevista exclusiva, ele conta ao Guia JeansWear como estão as lavanderias e marcas brasileiras em relação à moda, tecnologia e mercado. Confira todos os detalhes abaixo:

Guia JeansWear – Quais principais processos de beneficiamentos dentro de lavanderia no mercado atual?
Acredito que dentro das lavanderias o que existe atualmente são: as diferentes formas de aplicações de um mesmo produto químico, a intensidade na qual é aplicado e os pontos de localização dos efeitos (que é fundamental). Tudo isso unido ao trabalho manual que é importantíssimo para a conquista de efeitos exclusivos.

GJ - Quanto à sustentabilidade, quais atitudes as lavanderias têm tomado no segmento jeanswear?
Todo trabalho e produtos usados dentro das lavanderias que buscam inovar e fazer o melhor tem que contribuir com o meio ambiente. Essas empresas têm buscado usar produtos corretos - além de proteger os trabalhadores que fazem ofícios manuais , como por exemplo, eliminando o processo de jato de areia e buscando alternativas que ofereça efeitos diferenciados e ao mesmo tempo proteja quem as manuseias. Na Vicunha procuramos desenvolver as peças do showroom com lavanderias que traduzam sustentabilidade em moda.

GJ -Como você vê a evolução no atual quadro das lavanderias brasileiras?
Essas lavanderias, além de se preocuparem com o meio ambiente, buscam novas tecnologias no mercado, investem em pesquisa de moda, usam química de qualidade, treinam profissionais a fim de capacitá-los pra melhoria da qualidade dos produtos e buscam diversificar as formas de utilização dos equipamentos atuais. O resultado de tudo isso é você olhar para as peças acabadas e visualizar um jeans bonito, bem construído com denim de qualidade, modelagem perfeita e efeitos de lavagens que agregam valor. Um departamento tem que estar em sintonia com o outro, não é só a lavagem que tem que aparecer, tem que ter um conjunto da obra prima, uma sinergia.

GJ – Quanto ao vintage, o que impede as marcas brasileiras para desenvolvê-lo junto às lavanderias? Dê que forma elas têm que acompanhar esse conceito?
O vintage original é desenvolvido por pouquíssimas marcas internacionais, o que podemos fazer é nos inspirar nele, com conceito, mas sem exagero de detalhes, lavagem que envelheçam com beleza e sem apostar no que é “Inverno” e no que é “Verão”. Temos que criar peças desejáveis, queridas, únicas. Além do mais há um problema de custo, um vintage autêntico tem um valor muito alto. É considerado uma cultura de moda, tem história, precisa-se conhecer a história do jeans e amá-lo para valorizá-lo e consumi-lo.

Fonte | Assinatura: IOLANDA WUTZL

Fotos

Versão para Impressão
Enviar para um amigo
FaceBook
Twitter
 

OK
Entrevistas Mais Recentes

Publicidade





Guia JeansWear Copyright 2005 - 2014. Todos os direitos reservados.